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Entrevistas

Entrevista a Sérgio Leal

Entrevistas - Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010, 00:42

O Sérgio é um jovem portuense extremamente ligado á arte e a cultura. Personalidade irreverente e carismática, um dos fundadores do Enektor e criador pelas mais variadas expressões da arte. É com enorme prazer que partilho convosco esta entrevista e não tenho duvidas que até para quem o conhece desde cedo, pelos variados assuntos abordados, acabará por se agarrar ao ecrã.

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Antes de mais muito obrigado pelo tempo disponibilizado á nossa entrevista. Para quem não o conhece, quem é o Sérgio Leal?

Million dollar question! Por vezes nem eu sei, por isso vou tentar ser o mais objectivo e o menos dramático possível. Sérgio Leal nasce em Junho de 1989, no Porto, e começa o seu percurso de vida de uma forma relativamente comum. Neste momento frequento o curso de Comunicação Empresarial, mas também tenho algumas ambições noutras áreas nas quais me pretendo envolver a médio/longo prazo.

- Como nasceu o interesse pela produção musical?


O interesse pela música revelou-se quando ainda era criança. Ouvia muita música e cantava, ainda que mal. Entretanto sempre fui bom aluno nas aulas de educação musical e por consequência dos conselhos e elogios constantes dos professores, decidi investir um pouco mais de mim. Recebi a minha primeira guitarra e no segundo dia já tinha um tema próprio, bastante simples, mas que na altura me deixou em êxtase. Foi aqui que comecei a querer fazer mais, com mais ambição.

- Fez parte de uma banda formada por um grupo de amigos e um projecto a solo titulado de Loyal. Qual foi o mais importante e porquê?


É difícil hierarquiza-los. A banda começou primeiro do que Loyal, e Loyal surgiu por ter uma enorme vontade de me libertar. Não que me sentisse musicalmente limitado dentro de uma banda, mas nem tudo me podia agradar e nem tudo o que eu fizesse podia agradar aos outros membros. Aprendi muito a tocar em conjunto, foi uma experiência única mas de certa forma inacabada. Nunca chegamos a um patamar de gravação ou de concerto para mais de 100 pessoas. Entretanto, por incompatibilidade de ideias e expressão musical decidi sair da banda e dediquei-me exclusivamente a Loyal.


- Em 2007 quando começou o estudo pela produção de música electrónica já tinha como finalidade avançar com Loyal ou foi consequência daquilo que foi explorando?

Já tinha surgido há algum tempo a ideia de um projecto a solo que me permitisse ter a liberdade toda que eu quisesse; mas que ia ser através da música electrónica… isso eu nunca tinha imaginado. Comecei por explorar a electrónica de uma forma muito leviana apenas por curiosidade, mas rapidamente me apercebi que podia começar a gravar em minha casa e criar sem precisar de uma editora e de grandes quantias de dinheiro. Então atirei-me de cabeça. Mal eu sabia no que me estava a meter.

- Numa das suas páginas de divulgação artística, adjectivou o seu primeiro álbum “Sweet December” como dor, depressão, inocência e nostalgia. Foram também estas razões que o levaram a avançar com este projecto, ou é apenas aquilo que tenta transmitir no seu trabalho?

Loyal foi o meu saco de boxe preferido; até certo dia…
Nunca foi minha intenção fazer música bonita, mas sim agredir tudo aquilo que eu sentia que me fazia mal. E foi através de Sweet December que comecei a “exorcizar” essa vontade, a libertar-me de certa forma, sem nenhuma regra ou limite.
Concluindo, um pouco dos dois. Tive essas razões pessoais para os começar e por consequência transmitia naquilo que criava.


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Após “Sweet December” segue-se em 2008 aqueles que viriam a ser os seus últimos trabalhos musicais divulgados,  “Delay Perception” (Fevereiro) e “Please do not disturb” (Março). Pode-nos dar a sua visão destes dois trabalhos?

Delay Perception foi uma tentativa minha de tornar o meu trabalho menos depressivo e dar-lhe um outro sentido. Mas Please Do Not Disturb foi uma espécie de auto-defesa. Como poderia eu mudar algo que fazia parte de mim? Please Do Please do Not Disturb contém, na minha opinião, as minhas duas melhores faixas, dei-lhes mais tempo e acabei por me envolver nelas de uma forma mais complexa.dontfeelg

- “Don’t feel guilty” é a frase estampada numa t-shirt de promoção sua. O que pretendia com a mensagem?

Se eu lesse essa frase numa outra t-shirt, que não tivesse sido feita por mim eu interpretaria da seguinte forma: “ Dá uma segunda oportunidade a ti próprio. “

- Dois anos depois, o site encontra-se encerrado. O projecto Loyal foi também com ele?

Sim. Loyal acabou por fazer de mim próprio um saco de boxe; quanto mais expressava as minhas manias nas músicas, pior me sentia. Para além desse motivo, senti falta de um estúdio de gravação mais profissional. Fiz um álbum chamado Transformation, com melhores condições e com quase 20 faixas que nunca cheguei a lançar, por falta de motivação pessoal e externa. Não senti que Loyal tivesse grande valor para quem ouvia. Talvez um dia me dê uma vontade enorme de recuperar as coisas antigas e dar-lhes vida, mas para já fica tudo dentro da gaveta.

- Pode fazer uma breve explicação de como Enektor nasceu?

Nasceu de uma simples brincadeira numa secção de design de um forúm de pirataria. Foi através de um processo quase natural. Quase porque começou a ser complicado haver tempo para nos envolvermos da forma como queríamos no projecto.
Entrar em pormenores daria um texto enorme!

- Sente falta dos tempos das “teams” artísticas?


Não. São apenas saudades ou nostalgia, mas sinto que todos evoluímos e que seria demasiado ingrato sentir falta de um tempo que já não nos pertence.

- Olhando para trás, a Enektor tem correspondido aquilo que inicialmente projectaram? Em algum momento teria mudado alguma coisa?

A enektor corresponde justamente ao tempo que lhe oferecemos. Por isso sim, a meu ver corresponde sempre ao que projectamos. Mas há ainda metas e objectivos a cumprir. A Enektor não se vai ficar por aqui.
O que haveria para mudar? Talvez a nossa comunicação. Nunca nos demos ao trabalho de construir uma comunicação que nos permitisse ter uma comunidade maior. Será sem dúvida algo a corrigir.

- Em Setembro de 2009 no artigo de apresentação do conceito Enektor actual falavam que embora ainda não houvesse datas definidas mais novidades aguardavam a comunidade. Ainda estão para vir?

Sim, sem dúvida. Ainda temos muito para dar, e queremos muito retribuir o apoio dos membros e também aumentar a nossa comunidade. Infelizmente o tempo é pouco, mas nesse pouco tempo que temos, por vezes alavancamos certas ideias e progressivamente vamos melhorando aquilo que queremos oferecer. Apenas não queremos ser precipitados e lançar plataformas pouco funcionais. Mas quero deixar já a promessa de que a Enektor ainda tem muito para dar.

- O Jornal Enektor foi uma inovação vossa e extremamente admirada pela comunidade. Desde a última edição que tem sido feito pressão para o reaver…é um assunto ainda em cima da mesa?

É um assunto em cima da mesa, mas com uma necessidade acrescida de mudar e fazer algo mais profissional. Se o jornal voltar, será certamente noutros moldes, com outra imagem.

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- O que distingue a Enektor dos demais?

Quais demais?
Portugal tem pouquíssimas pessoas a investir em comunidades de arte digital. E nós juntamos todas as formas de arte num só fórum. 2d, 3d, Animação, Fotografia e Música. Outro ponto que julgo importantíssimo é a quase ausência de regras no fórum e de certos estatutos que visam dar mais poder a determinado membro. Consideramos que se temos as portas abertas para todos, então temos de receber bem quem quer que esteja a entrar, e ajudar o máximo possível. E ajudar para mim não é corrigir de uma forma autoritária algum membro que simplesmente se enganou e colocou um post fora do devido sítio.
O que distingue também é a história que temos e a forma como a demonstramos, o que faz com que os membros sintam que pertencem realmente á Enektor. E pertencem.


- De onde vem o interesse pela arte gráfica e fotografia? O que após o primeiro contacto com a arte o levou realmente a investir o seu tempo?

O meu avô fazia casas em miniatura, e eu passava horas a vê-lo trabalhar. Todas essas casinhas foram dedicadas a mim. Só descobri isso depois da sua morte, e serviu quase como uma chapada na minha cara para dar continuidade a uma veia artística que corre pela família. Acho que o interesse pela arte passa muito por dar valor a quem a faz. E eu comecei por valorizar quem fazia, antes de valorizar o objecto em si.

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- O que procuram os seus trabalhos? Como os define?

Procuram essencialmente agradar-me primeiro, e depois aos outros. Servem como meio de libertação espiritual.

- Como é o seu método de construção artística? Define desde inicio pontos a seguir, abre uma pagina e deixa que as ideias fluam…?

Por vezes surge uma ideia e começo imediatamente a construí-la para não me esquecer dela, no entanto muitos dos trabalhos são mais “ deixa-me ver no que isto vai dar”.

- O Sérgio começou na arte gráfica, teve passagem pela musica e agora destaca-se também pela fotografia. Atendendo também a Literatura, ponto importante nos seus estudos académicos, versatilidade é algo que o parece caracterizar. É uma necessidade de expressão explorar todo o que a arte lhe oferece?

É sobretudo uma necessidade.
Porquê? Ainda não sei responder, mas há ainda muitas vertentes da arte que gostava de experienciar.

- Sente o seu trabalho devidamente valorizado? Musica, arte gráfica e fotografia.

Na arte gráfica e fotografia sim, acho que as pessoas recebem muito bem o que faço e incentivam-me muito.
Na música julgo que nunca tive muita credibilidade no projecto a solo. Várias pessoas gostavam, mas as faixas ficavam esquecidos facilmente pelas mesmas.

- Como artista, fazendo uma auto-apreciação, no que lhe parece ser os seus pontos mais fortes/fracos?


Não consigo falar dos meus pontos mais fortes, mas consigo falar de um ponto fraco: nunca poderia trabalhar exclusivamente para a arte porque os meus estados emocionais variam de uma maneira que não me permitem trabalhar de forma fluída.

- Como acha ser a imagem que passa de si? Corresponde aquilo que se conhece?


Boa ou má, corresponde, não tenho tempo para enganar pessoas; ainda se ganhasse dinheiro com isso! (risos)

- Quais são as suas maiores influências na musica, na arte gráfica e na fotografia?


Na música há várias bandas que me trazem muita influência… posso destacar os Radiohead, Mogwai, Sonic Youth, radiohead3Animal Collective…
Na fotografia e na arte gráfica não consigo destacar nomes que me façam dizer “aquele tipo é mesmo aquilo que me define e pelo qual me vou seguir”. Sou apreciador mas não me consigo enquadrar a 100% a nenhum artista em especial.

São tantas as influencias… Duas delas são também a filosofia e ciência. Sei que é estranho, mas por vezes estou a ler algo sobre uma estrela, sobre um filósofo, sobre um tecido cerebral qualquer e decido que vou fazer algo relacionado com o assunto.


- Sabendo que a sua formação não é as artes musicais e digitais, há um lugar no futuro para algo mais a sério reservado para eles, ou continuará como hobbie?

É algo que não penso para não criar frustrações em mim. O que tiver de vir, virá.

- Quero agradecer-lhe mais uma vez pela participação e pela excelente musica “Old tree but genious” que nos acompanhou enquanto trabalhava-mos na nossa entrevista. Despeço-me com um forte abraço e finalizando com a pergunta: em alguma ocasião a nossa entrevista conseguiu um momento tipo “Só Visto!”? (risos) Sem mais demora, até uma próxima.

Sim! E foi logo na primeira pergunta! Foi a mais difícil desta entrevista e sinto que fracassei por completo em ter dado uma resposta tão sintética e matemática.
Eu é que agradeço a oportunidade!

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Sérgio Leal

Myspace: sergioloyal

Tumblr: Sergioal, exploitrandomness

Entrevista a José Santos

Entrevistas - Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010, 15:33

José Santos é estudante na Universidade da Beira Interior (UBI), no curso de Design Multimédia. Embora tenha a Fotografia como hobbie, não põe em causa os resultados práticos comparados com muitos licenciados.

Vemos no José muito daquilo que somos como comunidade. Pelas práticas autodidacta e paixão pela arte.

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“Foi o facto de crescer a ver o meu pai a desenhar que quis seguir Artes e a fotografia…”

Antes de mais, quero agradecer-lhe pela disponibilidade e colaboração com o Enektor. E sem mais demoras, começamos por perguntar: quem  é o “rebento de soja”?

Desde já eu é que agradeço por me terem convidado para esta entrevista, confesso que não estava á espera mas dou-vos os parabéns por esta iniciativa.
O rebento de soja é uma mera alcunha que usei para explicar a minha progressão não só fotografia mas como na vida. Sou de Lisboa e já ando por cá há 20 anos, sempre gostei do mundo das artes, fosse qual fosse a vertente artística e o facto de viver em Lisboa facilitou em muito esta minha paixão, pelo facto de ser um grande centro de informação. Foi através de toda esta informação que decidi seguir artes no secundário e mais tarde no ensino superior seguir Design Multimédia na Universidade da Beira Interior.

Decidiu pelo curso de Design Multimédia da UBI. Porque preferiu assim, e não por exemplo Fotografia, visto ser um hobbie já antigo com que se identificava?

No inicio pensei bastante nisso, de tirar um curso de fotografia e fazer dela a minha vida profissional mas pensei que não iria ter grande saída e porque não via o meu trabalho como sendo “bonito”. Na altura em que tinha de escolher que curso iria frequentar pensei então em Design Multimédia que parecendo que não até tem algo a ver com fotografia ou com a sua envolvência. Em design multimédia há o uso das imagens estáticas, em movimento, sonoras ou simplesmente silenciosas e a fotografia pode ser sempre aqui inserida.

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O seu trabalho relacionado com Fotografia é bastante admirado. Tenciona solidificar os seus conhecimentos e dedicar-se mais a sério a esta vertente, ou pretende continuar a ver isso como uma “arte de descontracção”?

Eu faço a fotografia como quase que uma “terapia de descontracção”, ajuda me imenso a descontrair mas gostava de aprofundar os meus conhecimentos, dedicar me mais à “minha arte” e partilhá-lo com as pessoas. E tenciono fazê-lo, realizar projectos com pés e cabeça, serem mais concisos.

Como descreve os seus trabalhos em termos gerais? O que procura com eles?

Os meus trabalhos são muito pessoais, transmitem sentimento que encontro na pessoa que foi fotografada, no objecto, na paisagem… por norma são sentimentos que não se encontram logo na imagem, faço fotografia para mexer com as pessoas, são elas que tiram os significados de cada foto que tiro. A minha fotografia tem cores “vintage” quero dizer com isto que têm tons rosas, azuis, verdes e o preto e branco. Porquê estas cores, muito pela minha influencia na fotografia analógica, as cores que ela tem e a expressividade e força que a foto ganha. Mas para te ser sincero, não é que não tenha sido mas ainda estou numa descoberta de que tipo é a minha fotografia porque nem sempre conseguimos realizar o que realmente queremos.

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O José é autodidacta. Teve ajuda de alguém, ou relacionou-se com algum projecto para conseguir feedback e ter uma visão mais limpa dos erros?

Fui aperfeiçoando a minha técnica muito por mim próprio mas também com base em fotógrafos que admiro, como Cig Harvey, Bill Phelps, John Dolan e Kalua K Krynska. É através deles que me inspiro por vezes e me dá animo para continuar a fotografia.

Alguma vez questionou se todo esse trabalho valia a pena? Largar a fotografia já foi uma possibilidade real?

Largar mesmo a fotografia não, nunca tive até ao momento essa ideia mas já me questionei bastante em lhe dar um tempo. Já tive fases que o que fazia não me agradava mesmo nada e tive realmente que lhe dar tempo, pensar o que queria fazer mas ao ponto de a deixar mesmo de lado, nunca.

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O seu Pai está ligado às artes, também ele como hobbie. Sente que o gosto pelo Desenho e pela Fotografia que trouxe para o seio familiar foi fulcral para hoje o José estar também relacionado?

Sem dúvida. Fui habituado desde pequeno a ver o meu pai a desenhar ao meu lado, ficava bastante tempo a ver o que saia dali. Foi o facto de crescer a ver o meu pai a desenhar que quis seguir Artes e a fotografia porque também ele o fez, muito com carácter familiar é certo mas não menos importante para mim. Mais tarde ele passou-me a sua maquina analógica, a Yashica Electro 35 e começou-me a apoiar, foi desde aí que o meu interesse pela fotografia despertou.

Quais são as suas maiores influências? Artísticas ou não. O que admira nelas?

As minhas maiores influências são como já anteriormente tinha referido Cig Harvey, Bill Phelps, John Dolan e Kalua K Krynska porque são fotógrafos que usam cores fantásticas e fotografam muito à base de pormenores e não num todo. Sem ser nomes que me influenciem tenho a fotografia polaca que me fascina.

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uncertainty_of_fear_by_1perfectmindSendo você desde cedo frequentador de exposições artísticas, que importância poderá ter tido hoje? Acha que a Internet seria suficiente?

Não acho que a Internet seja suficiente, aprecio mais um exposição dita “analógica” do que em espaços na Internet. Não quero com isto dizer que dou menos importância, só acho aos meus olhos mais proveitoso uma exposição com os elementos reais à nossa frente. Mas a Internet é uma boa fonte de divulgação de trabalhos sem dúvida.

Já participou em concursos do Expresso e para a Lomografia, tendo sido inclusive seleccionado para a exposição final deste último. É sinal de que se sente preparado para dar o salto, e se dar a conhecer realmente?

Isso é sempre uma incógnita, porque por vezes é mais fácil os outros avaliarem o nosso trabalho do que nós próprios, mas sinto que agora estou melhor preparado para tal, até estou a pensar em organizar um exposição na Covilhã com algumas fotos minhas mas o tempo dirá se será realizável ou não porque isto de ser estudante tem alguns entraves em questões de tempo.

A sua primeira máquina foi uma Yashica Electro 35. Ainda é utilizável ou já só faz parte da decoração?

Nem pensar fazer dela um mero objecto decorativo, dou-lhe bastante uso ainda e nunca me tenciono desfazer dela.

Qual é o material que usa actualmente para as suas fotografias?

Actualmente ao nível analógico uso a Yashica Electro 35 de 35mm e uma Photina Reflex de 120mm, uso uma Nikon D40 digital com uma lente de 18-55mm e uma de 70-300mm, um tripé e um flash Amity.

Acha determinante uma máquina do tipo Reflex ou uma Bridge é suficiente? As Compactas é só para meninos?

Ambas dão para fazer fotografia, o problema digamos assim das compactas é que não tens a opção “M” de manual, enquanto numa Reflex ou Bridge consegues ter esse controlo da máquina, mexendo-lhe na abertura do diafragma, no ISO, no tempo de exposição. Não deixas de tirar boas fotografias com uma compacta até porque hoje em dia há compactas muito boas estás é limitado as opções standard.

Hoje quase todos acabam experimentar Fotografia. Acha que é encarada como uma arte fácil?

Sim hoje toda a gente experimenta a fotografia sendo ela com carácter artístico ou não. Eu acho que não é uma questão de ser fácil ou difícil mas se é representativa ou não. É fácil chegarmos ao pé de uma pessoa ou ao nosso grupo de amigos e tirar uma foto, a questão é se ela “mexe” com os participantes da foto, com próprio fotógrafo e até com pessoas que nada têm a ver com aquele ambiente. Claro que interessam questões técnicas como enquadramentos, luzes, foques e desfoques mas isso tem mais a ver com o espírito do fotógrafo. Eu acho que a fotografia plena é aquela que nos faz reviver o que está retratado nela.

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Sente que pela quantidade de artistas focados na perfeição e pelo linear, há necessidade de arriscar e procurar algo mais?

Não sinto muito essa necessidade ainda porque não me considero um fotógrafo profissional, longe disso, sou ainda um amador que procura o seu lugar. Tento como é óbvio melhorar o que faço, torná-lo um pouco mais credível. Vou-me guiando um pouco pelas críticas que vou recebendo dos meus trabalhos.

Não me perdoavam se me despedisse sem antes lhe perguntar. O que pensa sobre projectos como o Enektor? Esteja também a vontade para acrescentar algo que não tenha sido abordado e gostaria de fazer referência.

Não conhecia este projecto mas já andei pelo site e pelo que vi esté bem organizado, tem espaço para troca de conhecimentos, opiniões, críticas e divulgação de trabalhos. Visa a mostra de arte em Portugal algo que me agrada imenso. Dou-vos os meus parabéns e continuem com o bom trabalho, irei registar-me e seguir esta comunidade. Obrigado mais uma vez pelo convite que me fizeram.

José Santos

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Foi com muito gosto que estivemos a conversa com o José Santos. Hoje entrou irremediavelmente para a família Enektor, não tendo duvidas que será também ele, uma boa influência para nós.

Esteja sempre a vontade para pedir mais um copo.

Para quem quiser conhecer melhor o José, deixo abaixo o link para duas galerias:

Deviantart / Behance

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Entrevista a Paulo Sales

Entrevistas - Domingo, 13 de Dezembro de 2009, 12:05

Esta é a primeira entrevista que é feita desde o novo visual da Enektor.

Contactamos o Paulo Sales pela sua vasta experiência no ramo da arte, relacionado especialmente ao Design Gráfico. Pela sua visão e coerência abdicamos de qualquer outro artista, tirando assim partido dos seus ensinamentos que partilhamos abaixo consigo. …

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