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	<title>enektor.net • imperium v &#187; Entrevistas</title>
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	<description>imperium v</description>
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		<title>Entrevista a Sérgio Leal</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 23:42:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oyphis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[O Sérgio é um jovem portuense extremamente ligado á arte e a cultura. Personalidade irreverente e carismática, um dos fundadores do Enektor e criador pelas mais variadas expressões da arte. É com enorme prazer que partilho convosco esta entrevista e não tenho duvidas que até para quem o conhece desde cedo, pelos variados assuntos abordados, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><span style="color: #ffffff">O Sérgio é um jovem portuense extremamente ligado á arte e a cultura. Personalidade irreverente e carismática, um dos fundadores do Enektor e criador pelas mais variadas expressões da arte. É com enorme prazer que partilho convosco esta entrevista e não tenho duvidas que até para quem o conhece desde cedo, pelos variados assuntos abordados, acabará por se agarrar ao ecrã.</span></p>
<p style="text-align: center">/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / /</p>
<h3><span style="color: #62929c"><strong>Antes de mais muito obrigado pelo tempo disponibilizado á nossa entrevista. Para quem não o conhece, quem é o Sérgio Leal?</strong></span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Million dollar question! Por vezes nem eu sei, por isso vou tentar ser o mais objectivo e o menos dramático possível. Sérgio Leal nasce em Junho de 1989, no Porto, e começa o seu percurso de vida de uma forma relativamente comum. Neste momento frequento o curso de Comunicação Empresarial, mas também tenho algumas ambições noutras áreas nas quais me pretendo envolver a médio/longo prazo.</span></p>
<h3><span style="color: #62929c"><strong>- Como nasceu o interesse pela produção musical?</strong></span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0"><br />
O interesse pela música revelou-se quando ainda era criança. Ouvia muita música e cantava, ainda que mal. Entretanto sempre fui bom aluno nas aulas de educação musical e por consequência dos conselhos e elogios constantes dos professores, decidi investir um pouco mais de mim. Recebi a minha primeira guitarra e no segundo dia já tinha um tema próprio, bastante simples, mas que na altura me deixou em êxtase. Foi aqui que comecei a querer fazer mais, com mais ambição.</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Fez parte de uma banda formada por um grupo de amigos e um projecto a solo titulado de Loyal. Qual foi o mais importante e porquê?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0"><br />
É difícil hierarquiza-los. A banda começou primeiro do que Loyal, e Loyal surgiu por ter uma enorme vontade de me libertar. Não que me sentisse musicalmente limitado dentro de uma banda, mas nem tudo me podia agradar e nem tudo o que eu fizesse podia agradar aos outros membros. Aprendi muito a tocar em conjunto, foi uma experiência única mas de certa forma inacabada. Nunca chegamos a um patamar de gravação ou de concerto para mais de 100 pessoas. Entretanto, por incompatibilidade de ideias e expressão musical decidi sair da banda e dediquei-me exclusivamente a Loyal.</span><br />
<span style="color: #62929c"><br />
</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Em 2007 quando começou o estudo pela produção de música electrónica já tinha como finalidade avançar com Loyal ou foi consequência daquilo que foi explorando?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Já tinha surgido há algum tempo a ideia de um projecto a solo que me permitisse ter a liberdade toda que eu quisesse; mas que ia ser através da música electrónica… isso eu nunca tinha imaginado. Comecei por explorar a electrónica de uma forma muito leviana apenas por curiosidade, mas rapidamente me apercebi que podia começar a gravar em minha casa e criar sem precisar de uma editora e de grandes quantias de dinheiro. Então atirei-me de cabeça. Mal eu sabia no que me estava a meter.<br />
</span><span style="color: #62929c"><br />
</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Numa das suas páginas de divulgação artística, adjectivou o seu primeiro álbum &#8220;Sweet December&#8221; como dor, depressão, inocência e nostalgia. Foram também estas razões que o levaram a avançar com este projecto, ou é apenas aquilo que tenta transmitir no seu trabalho?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Loyal foi o meu saco de boxe preferido; até certo dia…<br />
Nunca foi minha intenção fazer música bonita, mas sim agredir tudo aquilo que eu sentia que me fazia mal. E foi através de Sweet December que comecei a “exorcizar” essa vontade, a libertar-me de certa forma, sem nenhuma regra ou limite.<br />
Concluindo, um pouco dos dois. Tive essas razões pessoais para os começar e por consequência transmitia naquilo que criava.</span></p>
<p><span style="color: #c0c0c0"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #c0c0c0"><img class="alignleft size-full wp-image-1641" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/08/sweetdecembermn2gy5.jpg" alt="sweetdecembermn2gy5" width="250" height="248" /><img class="size-full wp-image-1642 aligncenter" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/08/lightsofyourhouse1si9ze3.jpg" alt="lightsofyourhouse1si9ze3" width="250" height="250" /></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #c0c0c0"><img class="alignleft size-full wp-image-1643" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/08/11sdelayperceptionresizbx6.jpg" alt="11sdelayperceptionresizbx6" width="249" height="248" /><img class="aligncenter size-full wp-image-1644" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/08/pleasedonotdsisturbmyspea9.jpg" alt="pleasedonotdsisturbmyspea9" width="250" height="250" /><br />
</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">Após &#8220;Sweet December&#8221; segue-se em 2008 aqueles que viriam a ser os seus últimos trabalhos musicais divulgados,  &#8220;Delay Perception&#8221; (Fevereiro) e &#8220;Please do not disturb&#8221; (Março). Pode-nos dar a sua visão destes dois trabalhos?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Delay Perception foi uma tentativa minha de tornar o meu trabalho menos depressivo e dar-lhe um outro sentido. Mas Please Do Not Disturb foi uma espécie de auto-defesa. Como poderia eu mudar algo que fazia parte de mim? Please Do Please do Not Disturb contém, na minha opinião, as minhas duas melhores faixas, dei-lhes mais tempo e acabei por me envolver nelas de uma forma mais complexa.<img class="alignright size-medium wp-image-1639" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/08/dontfeelg-250x300.jpg" alt="dontfeelg" width="250" height="300" /></span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- &#8220;Don&#8217;t feel guilty&#8221; é a frase estampada numa t-shirt de promoção sua. O que pretendia com a mensagem?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Se eu lesse essa frase numa outra t-shirt, que não tivesse sido feita por mim eu interpretaria da seguinte forma: “ Dá uma segunda oportunidade a ti próprio. “</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Dois anos depois, o site encontra-se encerrado. O projecto Loyal foi também com ele?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Sim. Loyal acabou por fazer de mim próprio um saco de boxe; quanto mais expressava as minhas manias nas músicas, pior me sentia. Para além desse motivo, senti falta de um estúdio de gravação mais profissional. Fiz um álbum chamado Transformation, com melhores condições e com quase 20 faixas que nunca cheguei a lançar, por falta de motivação pessoal e externa. Não senti que Loyal tivesse grande valor para quem ouvia. Talvez um dia me dê uma vontade enorme de recuperar as coisas antigas e dar-lhes vida, mas para já fica tudo dentro da gaveta.</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Pode fazer uma breve explicação de como Enektor nasceu?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Nasceu de uma simples brincadeira numa secção de design de um forúm de pirataria. Foi através de um processo quase natural. Quase porque começou a ser complicado haver tempo para nos envolvermos da forma como queríamos no projecto.<br />
Entrar em pormenores daria um texto enorme!</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Sente falta dos tempos das &#8220;teams&#8221; artísticas? </span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0"><br />
Não. São apenas saudades ou nostalgia, mas sinto que todos evoluímos e que seria demasiado ingrato sentir falta de um tempo que já não nos pertence.</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Olhando para trás, a Enektor tem correspondido aquilo que inicialmente projectaram? Em algum momento teria mudado alguma coisa? </span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">A enektor corresponde justamente ao tempo que lhe oferecemos. Por isso sim, a meu ver corresponde sempre ao que projectamos. Mas há ainda metas e objectivos a cumprir. A Enektor não se vai ficar por aqui.<br />
O que haveria para mudar? Talvez a nossa comunicação. Nunca nos demos ao trabalho de construir uma comunicação que nos permitisse ter uma comunidade maior. Será sem dúvida algo a corrigir.</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Em Setembro de 2009 no artigo de apresentação do conceito Enektor actual falavam que embora ainda não houvesse datas definidas mais novidades aguardavam a comunidade. Ainda estão para vir?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Sim, sem dúvida. Ainda temos muito para dar, e queremos muito retribuir o apoio dos membros e também aumentar a nossa comunidade. Infelizmente o tempo é pouco, mas nesse pouco tempo que temos, por vezes alavancamos certas ideias e progressivamente vamos melhorando aquilo que queremos oferecer. Apenas não queremos ser precipitados e lançar plataformas pouco funcionais. Mas quero deixar já a promessa de que a Enektor ainda tem muito para dar.</span><br />
<span style="color: #62929c"><br />
</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- O Jornal Enektor foi uma inovação vossa e extremamente admirada pela comunidade. Desde a última edição que tem sido feito pressão para o reaver&#8230;é um assunto ainda em cima da mesa?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">É um assunto em cima da mesa, mas com uma necessidade acrescida de mudar e fazer algo mais profissional. Se o jornal voltar, será certamente noutros moldes, com outra imagem.</span></p>
<p style="text-align: center"><img class="size-full wp-image-1653 aligncenter" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/08/enektor-logo.png" alt="enektor logo" width="283" height="283" /></p>
<h3><span style="color: #62929c">- O que distingue a Enektor dos demais? </span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Quais demais?<br />
Portugal tem pouquíssimas pessoas a investir em comunidades de arte digital. E nós juntamos todas as formas de arte num só fórum. 2d, 3d, Animação, Fotografia e Música. Outro ponto que julgo importantíssimo é a quase ausência de regras no fórum e de certos estatutos que visam dar mais poder a determinado membro. Consideramos que se temos as portas abertas para todos, então temos de receber bem quem quer que esteja a entrar, e ajudar o máximo possível. E ajudar para mim não é corrigir de uma forma autoritária algum membro que simplesmente se enganou e colocou um post fora do devido sítio.<br />
O que distingue também é a história que temos e a forma como a demonstramos, o que faz com que os membros sintam que pertencem realmente á Enektor. E pertencem.<br />
</span><br />
<span style="color: #62929c"><br />
</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- De onde vem o interesse pela arte gráfica e fotografia? O que após o primeiro contacto com a arte o levou realmente a investir o seu tempo?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">O meu avô fazia casas em miniatura, e eu passava horas a vê-lo trabalhar. Todas essas casinhas foram dedicadas a mim. Só descobri isso depois da sua morte, e serviu quase como uma chapada na minha cara para dar continuidade a uma veia artística que corre pela família. Acho que o interesse pela arte passa muito por dar valor a quem a faz. E eu comecei por valorizar quem fazia, antes de valorizar o objecto em si.</span></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1691" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/08/imagemGra-300x214.jpg" alt="imagemGra" width="300" height="214" /><img class="aligncenter size-medium wp-image-1660" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/08/exploitrandomness2-300x225.jpg" alt="exploitrandomness2" width="300" height="225" /></p>
<h3><span style="color: #62929c">- O que procuram os seus trabalhos? Como os define?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Procuram essencialmente agradar-me primeiro, e depois aos outros. Servem como meio de libertação espiritual.</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Como é o seu método de construção artística? Define desde inicio pontos a seguir, abre uma pagina e deixa que as ideias fluam&#8230;? </span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Por vezes surge uma ideia e começo imediatamente a construí-la para não me esquecer dela, no entanto muitos dos trabalhos são mais “ deixa-me ver no que isto vai dar”.</span><br />
<span style="color: #62929c"><br />
</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- O Sérgio começou na arte gráfica, teve passagem pela musica e agora destaca-se também pela fotografia. Atendendo também a Literatura, ponto importante nos seus estudos académicos, versatilidade é algo que o parece caracterizar. É uma necessidade de expressão explorar todo o que a arte lhe oferece? </span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">É sobretudo uma necessidade.<br />
Porquê? Ainda não sei responder, mas há ainda muitas vertentes da arte que gostava de experienciar. </span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Sente o seu trabalho devidamente valorizado? Musica, arte gráfica e fotografia.</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Na arte gráfica e fotografia sim, acho que as pessoas recebem muito bem o que faço e incentivam-me muito.<br />
Na música julgo que nunca tive muita credibilidade no projecto a solo. Várias pessoas gostavam, mas as faixas ficavam esquecidos facilmente pelas mesmas.<br />
</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Como artista, fazendo uma auto-apreciação, no que lhe parece ser os seus pontos mais fortes/fracos?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0"><br />
Não consigo falar dos meus pontos mais fortes, mas consigo falar de um ponto fraco: nunca poderia trabalhar exclusivamente para a arte porque os meus estados emocionais variam de uma maneira que não me permitem trabalhar de forma fluída.</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Como acha ser a imagem que passa de si? Corresponde aquilo que se conhece? </span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0"><br />
Boa ou má, corresponde, não tenho tempo para enganar pessoas; ainda se ganhasse dinheiro com isso! (risos)</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Quais são as suas maiores influências na musica, na arte gráfica e na fotografia?</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0"><br />
Na música há várias bandas que me trazem muita influência… posso destacar os Radiohead, Mogwai, Sonic Youth, <img class="alignright size-medium wp-image-1665" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/08/radiohead3-299x300.jpg" alt="radiohead3" width="299" height="300" />Animal Collective…<br />
Na fotografia e na arte gráfica não consigo destacar nomes que me façam dizer “aquele tipo é mesmo aquilo que me define e pelo qual me vou seguir”. Sou apreciador mas não me consigo enquadrar a 100% a nenhum artista em especial.<br />
<span style="color: #c0c0c0"><br />
São tantas as influencias… Duas delas são também a filosofia e ciência. Sei que é estranho, mas por vezes estou a ler algo sobre uma estrela, sobre um filósofo, sobre um tecido cerebral qualquer e decido que vou fazer algo relacionado com o assunto.</span></span><br />
<span style="color: #62929c"><br />
</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Sabendo que a sua formação não é as artes musicais e digitais, há um lugar no futuro para algo mais a sério reservado para eles, ou continuará como hobbie? </span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">É algo que não penso para não criar frustrações em mim. O que tiver de vir, virá.</span></p>
<h3><span style="color: #62929c">- Quero agradecer-lhe mais uma vez pela participação e pela excelente musica &#8220;Old tree but genious&#8221; que nos acompanhou enquanto trabalhava-mos na nossa entrevista. Despeço-me com um forte abraço e finalizando com a pergunta: em alguma ocasião a nossa entrevista conseguiu um momento tipo &#8220;Só Visto!&#8221;? (risos) Sem mais demora, até uma próxima.</span></h3>
<p><span style="color: #c0c0c0">Sim! E foi logo na primeira pergunta! Foi a mais difícil desta entrevista e sinto que fracassei por completo em ter dado uma resposta tão sintética e matemática.<br />
Eu é que agradeço a oportunidade!</span></p>
<p style="text-align: center">/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / /</p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #00ccff"><br />
</span></p>
<h3 style="text-align: center"><span style="color: #ffffff"><span style="text-decoration: underline">Sérgio Leal</span></span></h3>
<p style="text-align: center">Myspace: <a href="http://www.myspace.com/sergioloyal" target="_blank">sergioloyal</a></p>
<p style="text-align: center">Tumblr: <a href="http://sergioal.tumblr.com/" target="_blank">Sergioal</a>, <a href="http://exploitrandomness.tumblr.com/" target="_blank">exploitrandomness</a></p>
<p style="text-align: center">
<p style="text-align: left">
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		<title>Entrevista a José Santos</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 15:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oyphis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[José Santos é estudante na Universidade da Beira Interior (UBI), no curso de Design Multimédia. Embora tenha a Fotografia como hobbie, não põe em causa os resultados práticos comparados com muitos licenciados.
Vemos no José muito daquilo que somos como comunidade. Pelas práticas autodidacta e paixão pela arte.
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
&#8220;Foi o facto de crescer a ver o meu pai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Santos é estudante na Universidade da Beira Interior (UBI), no curso de Design Multimédia. Embora tenha a Fotografia como hobbie, não põe em causa os resultados práticos comparados com muitos licenciados.<a href="http://1perfectmind.deviantart.com/" target="_blank"></a></p>
<p>Vemos no José muito daquilo que somos como comunidade. Pelas práticas autodidacta e paixão pela arte.</p>
<p>++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++</p>
<h3 style="text-align: center"><span style="color: #008080">&#8220;Foi o facto de crescer a ver o meu pai a desenhar que quis seguir Artes e a fotografia&#8230;&#8221;</span></h3>
<h4><strong>Antes de mais, quero agradecer-lhe pela disponibilidade e colaboração com o Enektor. E sem mais demoras, começamos por perguntar: quem  é o &#8220;rebento de soja&#8221;?</strong></h4>
<p><em>Desde já eu é que agradeço por me terem convidado para esta entrevista, confesso que não estava á espera mas dou-vos os parabéns por esta iniciativa.<br />
O rebento de soja é uma mera alcunha que usei para explicar a minha progressão não só fotografia mas como na vida. Sou de Lisboa e já ando por cá há 20 anos, sempre gostei do mundo das artes, fosse qual fosse a vertente artística e o facto de viver em Lisboa facilitou em muito esta minha paixão, pelo facto de ser um grande centro de informação. Foi através de toda esta informação que decidi seguir artes no secundário e mais tarde no ensino superior seguir Design Multimédia na Universidade da Beira Interior.</em><strong><br />
</strong></p>
<h4><strong> </strong></h4>
<h4><strong>Decidiu pelo curso de Design Multimédia da UBI. Porque preferiu assim, e não por exemplo Fotografia, visto ser um hobbie já antigo com que se identificava?</strong></h4>
<p><em>No inicio pensei bastante nisso, de tirar um curso de fotografia e fazer dela a minha vida profissional mas pensei que não iria ter grande saída e porque não via o meu trabalho como sendo “bonito”. Na altura em que tinha de escolher que curso iria frequentar pensei então em Design Multimédia que parecendo que não até tem algo a ver com fotografia ou com a sua envolvência. Em design multimédia há o uso das imagens estáticas, em movimento, sonoras ou simplesmente silenciosas e a fotografia pode ser sempre aqui inserida. </em></p>
<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-1392" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/01/warms_me_outside_by_1perfectmind.jpg" alt="warms_me_outside_by_1perfectmind" width="576" height="382" /> </strong></p>
<h4><strong> </strong></h4>
<h4><strong>O seu trabalho relacionado com Fotografia é bastante admirado. Tenciona solidificar os seus conhecimentos e dedicar-se mais a sério a esta vertente, ou pretende continuar a ver isso como uma &#8220;arte de descontracção&#8221;?</strong></h4>
<p><em>Eu faço a fotografia como quase que uma “terapia de descontracção”, ajuda me imenso a descontrair mas gostava de aprofundar os meus conhecimentos, dedicar me mais à “minha arte” e partilhá-lo com as pessoas. E tenciono fazê-lo, realizar projectos com pés e cabeça, serem mais concisos. </em></p>
<h4><strong> </strong></h4>
<h4><strong>Como descreve os seus trabalhos em termos gerais? O que procura com eles?</strong></h4>
<p><em>Os meus trabalhos são muito pessoais, transmitem sentimento que encontro na pessoa que foi fotografada, no objecto, na paisagem&#8230; por norma são sentimentos que não se encontram logo na imagem, faço fotografia para mexer com as pessoas, são elas que tiram os significados de cada foto que tiro. A minha fotografia tem cores “vintage” quero dizer com isto que têm tons rosas, azuis, verdes e o preto e branco. Porquê estas cores, muito pela minha influencia na fotografia analógica, as cores que ela tem e a expressividade e força que a foto ganha. Mas para te ser sincero, não é que não tenha sido mas ainda estou numa descoberta de que tipo é a minha fotografia porque nem sempre conseguimos realizar o que realmente queremos. </em></p>
<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-1400" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/01/the_beautiful_death_by_1perfectmind.jpg" alt="the_beautiful_death_by_1perfectmind" width="600" height="399" /> </strong></p>
<h4><strong> </strong></h4>
<h4><strong>O José é autodidacta. Teve ajuda de alguém, ou relacionou-se com algum projecto para conseguir feedback e ter uma visão mais limpa dos erros?</strong></h4>
<p><em>Fui aperfeiçoando a minha técnica muito por mim próprio mas também com base em fotógrafos que admiro, como Cig Harvey, Bill Phelps, John Dolan e Kalua K Krynska. É através deles que me inspiro por vezes e me dá animo para continuar a fotografia.</em><br />
<strong> </strong></p>
<h4><strong> </strong></h4>
<h4><strong>Alguma vez questionou se todo esse trabalho valia a pena? Largar a fotografia já foi uma possibilidade real?</strong></h4>
<p><em>Largar mesmo a fotografia não, nunca tive até ao momento essa ideia mas já me questionei bastante em lhe dar um tempo. Já tive fases que o que fazia não me agradava mesmo nada e tive realmente que lhe dar tempo, pensar o que queria fazer mas ao ponto de a deixar mesmo de lado, nunca.</em><strong> </strong></p>
<p><strong><img class="size-full wp-image-1402 alignright" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/01/summer_time_by_1perfectmind.jpg" alt="summer_time_by_1perfectmind" width="336" height="223" /> </strong></p>
<h4><strong> </strong></h4>
<h4><strong>O seu Pai está ligado às artes, também ele como hobbie. Sente que o gosto pelo Desenho e pela Fotografia que trouxe para o seio familiar foi fulcral para hoje o José estar também relacionado?</strong></h4>
<p><em>Sem dúvida. Fui habituado desde pequeno a ver o meu pai a desenhar ao meu lado, ficava bastante tempo a ver o que saia dali. Foi o facto de crescer a ver o meu pai a desenhar que quis seguir Artes e a fotografia porque também ele o fez, muito com carácter familiar é certo mas não menos importante para mim. Mais tarde ele passou-me a sua maquina analógica, a Yashica Electro 35 e começou-me a apoiar, foi desde aí que o meu interesse pela fotografia despertou.</em></p>
<h4><strong> </strong></h4>
<h4><strong>Quais são as suas maiores influências? Artísticas ou não. O que admira nelas?</strong></h4>
<p><em>As minhas maiores influências são como já anteriormente tinha referido Cig Harvey, Bill Phelps, John Dolan e Kalua K Krynska porque são fotógrafos que usam cores fantásticas e fotografam muito à base de pormenores e não num todo. Sem ser nomes que me influenciem tenho a fotografia polaca que me fascina.</em><strong> </strong></p>
<p><strong><img class="size-full wp-image-1405 alignleft" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/01/vazio__by_1perfectmind.jpg" alt="vazio__by_1perfectmind" width="307" height="203" /> </strong></p>
<h4><strong> </strong></h4>
<h4><strong> <img class="alignright size-full wp-image-1408" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/01/uncertainty_of_fear_by_1perfectmind.jpg" alt="uncertainty_of_fear_by_1perfectmind" width="294" height="195" />Sendo você desde cedo frequentador de exposições artísticas, que importância poderá ter tido hoje? Acha que a Internet seria suficiente?</strong></h4>
<p><em>Não acho que a Internet seja suficiente, aprecio mais um exposição dita “analógica” do que em espaços na Internet. Não quero com isto dizer que dou menos importância, só acho aos meus olhos mais proveitoso uma exposição com os elementos reais à nossa frente. Mas a Internet é uma boa fonte de divulgação de trabalhos sem dúvida.</em><strong> </strong></p>
<h4><strong> </strong></h4>
<h4><strong>Já participou em concursos do Expresso e para a Lomografia, tendo sido inclusive seleccionado para a exposição final deste último. É sinal de que se sente preparado para dar o salto, e se dar a conhecer realmente?</strong></h4>
<p><em>Isso é sempre uma incógnita, porque por vezes é mais fácil os outros avaliarem o nosso trabalho do que nós próprios, mas sinto que agora estou melhor preparado para tal, até estou a pensar em organizar um exposição na Covilhã com algumas fotos minhas mas o tempo dirá se será realizável ou não porque isto de ser estudante tem alguns entraves em questões de tempo. </em></p>
<h4><strong> </strong></h4>
<h4><strong>A sua primeira máquina foi uma Yashica Electro 35. Ainda é utilizável ou já só faz parte da decoração?</strong></h4>
<p><em>Nem pensar fazer dela um mero objecto decorativo, dou-lhe bastante uso ainda e nunca me tenciono desfazer dela. </em></p>
<h4><strong> </strong></h4>
<h4><strong>Qual é o material que usa actualmente para as suas fotografias?</strong></h4>
<p><em>Actualmente ao nível analógico uso a Yashica Electro 35 de 35mm e uma Photina Reflex de 120mm, uso uma Nikon D40 digital com uma lente de 18-55mm e uma de 70-300mm, um tripé e um flash Amity.</em><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><strong>Acha determinante uma máquina do tipo Reflex ou uma Bridge é suficiente? As Compactas é só para meninos?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><em>Ambas dão para fazer fotografia, o problema digamos assim das compactas é que não tens a opção “M” de manual, enquanto numa Reflex ou Bridge consegues ter esse controlo da máquina, mexendo-lhe na abertura do diafragma, no ISO, no tempo de exposição. Não deixas de tirar boas fotografias com uma compacta até porque hoje em dia há compactas muito boas estás é limitado as opções standard. </em></p>
<h4><strong> </strong></h4>
<h4><strong>Hoje quase todos acabam experimentar Fotografia. Acha que é encarada como uma arte fácil?</strong></h4>
<p><em>Sim hoje toda a gente experimenta a fotografia sendo ela com carácter artístico ou não. Eu acho que não é uma questão de ser fácil ou difícil mas se é representativa ou não. É fácil chegarmos ao pé de uma pessoa ou ao nosso grupo de amigos e tirar uma foto, a questão é se ela “mexe” com os participantes da foto, com próprio fotógrafo e até com pessoas que nada têm a ver com aquele ambiente. Claro que interessam questões técnicas como enquadramentos, luzes, foques e desfoques mas isso tem mais a ver com o espírito do fotógrafo. Eu acho que a fotografia plena é aquela que nos faz reviver o que está retratado nela</em><em>.</em></p>
<p style="text-align: center"><em><img class="size-full wp-image-1424 aligncenter" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2010/01/campos_meus_III_by_1perfectmind.jpg" alt="campos_meus_III_by_1perfectmind" width="600" height="399" /> </em></p>
<p><strong>Sente que pela quantidade de artistas focados na perfeição e pelo linear, há necessidade de arriscar e procurar algo mais?</strong></p>
<p><em>Não sinto muito essa necessidade ainda porque não me considero um fotógrafo profissional, longe disso, sou ainda um amador que procura o seu lugar. Tento como é óbvio melhorar o que faço, torná-lo um pouco mais credível. Vou-me guiando um pouco pelas críticas que vou recebendo dos meus trabalhos.</em></p>
<p><em> </em><strong><strong>Não me perdoavam se me despedisse sem antes lhe perguntar. O que pensa sobre projectos como o Enektor? Esteja também a vontade para acrescentar algo que não tenha sido abordado e gostaria de fazer referência.</strong> </strong></p>
<p><em>Não conhecia este projecto mas já andei pelo site e pelo que vi esté bem organizado, tem espaço para troca de conhecimentos, opiniões, críticas e divulgação de trabalhos. Visa a mostra de arte em Portugal algo que me agrada imenso. Dou-vos os meus parabéns e continuem com o bom trabalho, irei registar-me e seguir esta comunidade. Obrigado mais uma vez pelo convite que me fizeram.</em></p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">José Santos</span> </em></p>
<p>++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++</p>
<p>Foi com muito gosto que estivemos a conversa com o José Santos. Hoje entrou irremediavelmente para a família Enektor, não tendo duvidas que será também ele, uma boa influência para nós.</p>
<p>Esteja sempre a vontade para pedir mais um copo.</p>
<p>Para quem quiser conhecer melhor o José, deixo abaixo o link para duas galerias:</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://1perfectmind.deviantart.com/" target="_blank">Deviantart /</a> <a href="http://www.behance.net/JoseSantos" target="_blank">Behance</a></p>
<p style="text-align: center"><span id="more-1364"></span></p>
<p><a href="http://www.behance.net/JoseSantos" target="_blank"> </a></p>
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		<title>Entrevista a Paulo Sales</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 12:05:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oyphis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é a primeira entrevista que é feita desde o novo visual da Enektor. 
Contactamos o Paulo Sales pela sua vasta experiência no ramo da arte, relacionado especialmente ao Design Gráfico. Pela sua visão e coerência abdicamos de qualquer outro artista, tirando assim partido dos seus ensinamentos que partilhamos abaixo consigo. 
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&#8220;Posso dizer também que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: normal">Esta é a primeira entrevista que é feita desde o novo visual da Enektor. </span></p>
<p><span style="font-weight: normal">Contactamos o Paulo Sales pela sua vasta experiência no ramo da arte, relacionado especialmente ao Design Gráfico. Pela sua visão e coerência abdicamos de qualquer outro artista, tirando assim partido dos seus ensinamentos que partilhamos abaixo consigo. <span id="more-1130"></span></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="font-weight: normal"><span style="color: #333333">++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++</span></span></p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #008080"><em><span style="color: #33cccc">&#8220;</span><span style="font-weight: normal"><span style="color: #33cccc">Posso dizer também que trabalho com o Photoshop desde a versão 3 e estou sempre, mas sempre a aprender algo de novo, seja um shortcut, uma técnica…</span></span></em><span style="color: #33cccc">&#8220;</span></span></h3>
</blockquote>
<h3><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif;font-size: medium"><span style="line-height: 19px"><strong><span style="color: #ffffcc">Agradecemos desde já ao Paulo pela colaboração. É com muito gosto que partilhamos consigo a nossa humilde casa. Faça-nos um breve apanhado de como nasceu o &#8220;Mr. Photoshop&#8221;.</span></strong></span></span></h3>
<p>Olá, e obrigado pelo vosso convite.<br />
É uma satisfação saber que espaços como este dão vida a novos talentos, e propagam a veia da criatividade.<br />
Essa curiosa denominação foi uma brincadeira do Luís Serra Santos, que aceitei de bom grado, pela amizade que nos une e também por saber que o Luís exagera por simpatia, em relação aos amigos que tem no meio profissional, neste caso a minha pessoa.<br />
É um facto que me dediquei exclusivamente ao Photoshop nos últimos anos, não só em termos de conhecimentos adquiridos, mas também a nível profissional.<br />
No entanto ainda tenho um longo caminho pela frente, para conseguir chegar onde pretendo, e estou sempre a aprender.<br />
O Photoshop é parte essencial da minha existência diária, mas sempre estive de algum modo ligado a imagem e artes.<br />
A minha base de experiência como alguém que divulga conhecimentos, começou quando era bastante novo a dar explicações de matemática e geometria descritiva, tendo continuidade no ensino secundário onde fui professor de desenho e geometria descritiva.<br />
Sempre gostei do conceito de partilha de conhecimento.<br />
Um dos meus sonhos é fazer algo semelhante ao Ben Willmore, um instructor on the road…</p>
<p><strong> </strong></p>
<h3><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif;font-size: medium"><span style="line-height: 19px"><strong><span style="color: #ffffcc">Como é o Paulo por de trás do écran?</span></strong></span></span></h3>
<p>Sou uma pessoa algo reservada, se calhar algo sisudo ou aéreo,  para quem não me conhece, mas como se costuma dizer, sempre boa onda….faço por isso! Gosto imenso de Ler e Desenhar , de ver alguns filmes, mas grande parte da minha existência é passada precisamente no computador (Internet e Photoshop) Adoro Cinema Soviético, BD (Hugo Pratt e Enki Bilal), e alguns géneros  literários (Phllip.K.Dick, Úrsula.L. Guin, Jack Kerouac,  Terence Mckenna,Eugénio de Andrade, Renata Pereira,  etc…)<br />
O que me fascina mais é sem dúvida esquiçar e desenhar, e também criar algumas ambiências no Photoshop, muito embora e com alguma pena minha, não tenha a disponibilidade necessária para poder  estar durante algumas horas seguidas dedicado por inteiro a algo essencialmente meu.<br />
Devido às minhas actividades profissionais, estou muito tempo na Internet, não só a consultar  e a estudar, mas também a gerir a minha biblioteca de links (agora faço do Facebook a minha bookmarcklândia) E o Photoshop… que me acompanha  diariamente no  Museu da Cidade, e também na elaboração das formações, dos Workshops, dos tutoriais…</p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #33cccc"><em><span style="font-weight: normal">&#8220;Ter uma identidade visual também é importante, mas isso é algo de extraordinário e complexo de alcançar.&#8221;</span></em></span></h3>
</blockquote>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px;line-height: 17.0px;font: 11.0px Times New Roman">
<h3><strong><span style="color: #ffffcc">Na sua carreira profissional, qual terá sido o seu ponto alto?</span></strong></h3>
<p>O ponto mais alto é sem dúvida o ano corrente, pois tive imensas solicitações a todos os níveis e em todos os segmentos profissionais em que estou inserido, não em termos monetários, mas pelo imenso  prazer que tive em vários momentos.<br />
Partilhar conhecimento e adquiri-lo é uma alegria.<br />
O que prova (pelo menos a mim próprio) que a idade não conta, quando queremos ir em frente com os nossos objectivos.<br />
Conheci imensos profissionais da área, e até fiz amizades com alguns, aprendi imenso, participei em alguns eventos, etc, etc.<br />
Desde Formações e Workshops, passando pela edição total de conteúdos de uma revista, até ao meu trabalho diário no Museu da Cidade de Lisboa, posso afirmar que embora tenha sido muito cansativo, pois não tive muito tempo para descansar, valeu o esforço e a paixão dispendida.<br />
Quando vemos ou sentimos que o nosso trabalho nos motiva, e nos leva a encará-lo como um prazer, então tudo parece fazer sentido, até o facto de dormirmos 2 ou 3 horas por dia, sendo quase sempre recompensado com simpatia e disponibilidade.</p>
<h3><strong><span style="color: #ffffcc">Tem alguma referência que o tenha influenciado ao longo destes anos?</span></strong></h3>
<p><strong> </strong><br />
Tenho referências que de algum modo me ajudaram a educar o meu gosto.<br />
Posso dizer que Tarkovky, Sokurov, Fellini, Bilal, Strugatsky brothers, Morphosis, Frank Lloyd Wright, El Lissitsky, Chernikov, Rodchenko, Corto Maltese, Cosey, K.Dick e Kerouac, citando alguns, foram decisivos numa espécie de purga intelectual.<br />
Volto a referir que adoro desenhar, e aqui talvez sejam sentidas algumas influências, não só de Hermann, como também de Bilal, salvo as devidas comparações, claro…<br />
Ao nível de arte digital, sou um barroco por assim dizer…<br />
Muito embora seja um adepto da estética do modernismo e do construtivismo russo, e do lema Less is More, isto é algo que eu não consigo de todo fazer nos meus trabalhos.<br />
Tive bastante formação académica em Arquitectura (não cheguei a terminar), e de algum modo como autodidacta em Imagem, mas esta espinha está-me atravessada, e nunca estou satisfeito com o resultado final do que faço, não por ser um perfeccionista, mas por saber que poderia sempre fazer diferente.<br />
<span style="font-family: 'Times New Roman', 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif;font-size: small"><span style="line-height: normal"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif;font-size: small"><span style="line-height: 19px"><br />
</span></span></span></span></p>
<h3><strong><span style="color: #ffffcc">Quais são as ferramentas essenciais para um artista gráfico?</span></strong></h3>
<p>Ler a realidade, pensar o sentir, e trabalhar o gosto, fantasiando…<br />
E praticar, com vontade e alma, não basta ter talento ou nascer com mais capacidades se não as aproveitamos para divulgar ainda que seja para nós mesmos.<br />
A luz e a cor são elementos decisivos, e a sua compreensão não só em termos sensoriais mas também a ciência que contêm, é fundamental.<br />
Ter uma identidade visual também é importante, mas isso é algo de extraordinário e complexo de alcançar.</p>
<h3><strong><span style="color: #ffffcc">Ao longo de tantos anos de experiência, vê-se realizado profissionalmente? Isto é, há algo que o Paulo ainda ambicione atingir, ou hoje sente-se perfeitamente integrado nos seus projectos de á 20 anos atrás?</span></strong></h3>
<p>Não estou satisfeito, pois tenho consciência que poderei dar mais de mim próprio, para minha satisfação pessoal em várias áreas que adoro.<br />
Presentemente quero estudar bastante para  ver se consigo o Adobe Certified Expert em Photoshop, os exames são de uma exigência enorme e muito traiçoeiros.<br />
E tenho imensas ideias por concretizar ou por realizar, algumas delas talvez este ano que vem possa começar ou recomeçar.<br />
Vejo sempre luz, ou algo que me encaminha felizmente, em suma sou um sonhador optimista.</p>
<p style="margin-top: 0px;margin-right: 0px;margin-bottom: 10px;margin-left: 0px;line-height: 17px;font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman';text-align: center"><img class="size-full wp-image-1199 aligncenter" src="http://enektor.net/wp-content/uploads/oyphis/2009/12/paulosales.jpg" alt="paulosales" width="414" height="289" /></p>
<h3><strong><span style="color: #ffffcc">O Paulo trabalha como formador na Animotic. Como é que desenvolve um sujeito que nada ou quase nada sabe, e preparando-o para a industria em apenas 195 horas, atendendo ao curso com maior carga horária?</span></strong></h3>
<p>Também na Animotic, com muito gosto…<br />
A Animotic prima por um aspecto que considero muito interessante, que é a relação instrutor-aluno.<br />
O Curso de Photoshop está estruturado de modo a que o aluno compreenda a essência e a ciência que está por trás do Photoshop, com bastantes exemplos e alguma pratica e criatividade.<br />
Só assim poderá compreender melhor, porque se opera deste ou daquele modo.<br />
O curso é dado pelo Luís Serra Santos e por mim especificamente em áreas mais complexas e recentes.<br />
Ninguém poderá ficar apto totalmente se não desenvolver um percurso também pessoal de continuidade e de prática, mas pela experiência que tenho tido, as aulas são bastante divertidas e os alunos ficam na maioria bastante satisfeitos com a evolução conseguida.<br />
Posso dizer também que trabalho com o Photoshop desde a versão 3 e estou sempre, mas sempre a aprender algo de novo, seja um shortcut, uma técnica…<br />
Adoro dar aulas, é extremamente motivante e divertido para mim, espero que os alunos partilhem da mesma opinião.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px;line-height: 17.0px;font: 11.0px Times New Roman">
<h3><span style="color: #ffffcc">Em termos de habilitações, cada vez mais encontramos artistas sem qualquer formação ou por concluir, com grande participação na industria. Como formador, como vê isso?</span></h3>
<p>O grande problema é que as faculdades não preparam para a prática e enquanto um estudante dedica basicamente 5 anos a conceitos, um autodidacta pratica e estuda atingindo de maneira mais objectiva a sua entrada na indústria.<br />
Claro que a formação académica dá um background cultural e uma outra envergadura, mas depois temos os estágios, enfim…<br />
Mas vivemos tempos complexos também, o desemprego é assustador, as pessoas sobrevivem globalmente, e na generalidade o que conta é que se possa ter meios para subsistir.<br />
Assim, as empresas aproveitam e é mais fácil contratar o craque freelancer de Maya, por menos dinheiro que um recém-licenciado que não tem o know-how do software, porque na faculdade lhe deram somente em 2 meses noções de 3D, como também não teve tempos para se dedicar intensamente.<br />
É um ciclo…mas acredito que as faculdades vão mudar isto, na génese de alguns programas de cursos, mas também com cursos mais virados para a indústria, o que já se começa a ver em alguns locais.<br />
Até dentro das próprias agências e empresas, tudo se passa de modo muito fluído e com pouca honestidade intelectual em relação a quem trabalha.<br />
O maior problema do nosso Portugal, é quem tem poder de decisão ser pouco esclarecido em objectivos a longo prazo ou em relação a projectos inovadores.<br />
O lucro imediato sempre foi e será uma das características portuguesas dominantes, bem como a vaidade pessoal, e por mais tecnologia e aposta que se façam, somos territorialmente pequenos, e isso tem sempre muito peso.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px;line-height: 17.0px;font: 11.0px Times New Roman">
<h3><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif;font-size: medium"><span style="line-height: 19px"><strong><span style="color: #ffffcc">Que análise faz á arte nacional? O que falta?</span></strong></span></span></h3>
<p><strong> </strong>Falando do segmento relacionado com Arte Digital, vive-se ainda num limbo, existindo imensos talentos e pessoas com capacidades extraordinárias, que estão isoladas, não se mostram e pouco arriscam.<br />
Conheço também artistas fantásticos portugueses, mundialmente reconhecidos pelas suas criações e participações em grandes eventos.<br />
Falta uma aposta séria nestes meios, existe já imensa divulgação, eventos, e exposição, mas a Arte Digital ainda é vista como um parente pobre das Belas Artes.<br />
Não basta por os alunos a mexer em Illustrator, Indesign e Photoshop, há que relacionar e correlacionar temáticas, conteúdos e programas de curso direccionados para a indústria e mercado de trabalho.<br />
E apostar num mercado de trabalho honesto e numa interacção que é possível entre as escolas e agências/indústria.<br />
Claro que dá trabalho, mas o que não dá trabalho, não tem qualidade na generalidade.</p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #33cccc"><span style="font-weight: normal"><em>&#8220;(&#8230;) a ideia peregrina genial, só é genial se funcionar, se tiver receptividade e for entendida.&#8221;</em></span></span></h3>
</blockquote>
<h3 style="margin-top: 0px"><span style="font-weight: 800"><span style="color: #ffffcc">Como é que alguém sem qualquer trabalho profissional entra na indústria? O João Oliveira (aka Biomachina), apareceu após o 1 lugar no concurso da HP e MTV “Take Action, Make Art”. Acha que são projectos do género que lançam os artistas?</span></span></h3>
<p>Mas é isso mesmo que os artistas nacionais devem fazer…promoção, e sem medos!<br />
Como referi anteriormente não somos diferentes de outros artistas internacionais.<br />
O que se passa é que Portugal é essencialmente Lisboa e Porto, e isso é perfeitamente visível em termos culturais e artísticos.<br />
Promovam-se, vão á luta, mostrem-se…participem, opinem, partilhem…</p>
<h3><strong><span style="color: #ffffcc">Num documentário feito por Nuno Filipe Miranda &#8220;The Expressive Power Of Young Portuguese Design&#8221;, o Paulo Arraiano referiu que o design não é só fazer bonequinhos. É preciso uma lógica e um conceito. Acha que actualmente se faz demasiados &#8220;bonequinhos&#8221; visualmente agradáveis, mas que se esquece de tudo o que está por de tras, como o tal conceito?</span></strong></h3>
<p>Concordo em absoluto!<br />
Tudo o que é consistente tem por base um conceito, a ideia peregrina genial, só é genial se funcionar, se tiver receptividade e for entendida.<br />
Mas também temos que pensar que a imagem, como imagem por si pode ter  um peso fortíssimo.<br />
Um observador comum que pense, no que lhe é dado nota e distingue a qualidade.<br />
É uma temática duma complexidade imensa, mas julgo que a situação está a melhorar gradualmente, não só e relação a quem desenvolve conceitos, como em relação aos alvos desses conceitos.<br />
Considero que estas situações são o resultado da excessiva informação disponível e imediata, sendo pouco pensados os critérios ou as ideias.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px;line-height: 17.0px;font: 11.0px Times New Roman">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px;line-height: 17.0px;font: 11.0px Times New Roman">
<h3><strong><span style="color: #ffffcc">Todos os artistas acabam por sentir dificuldade na tão falada relação &#8220;cliente/criador&#8221;.Como acha ser a melhor forma de satisfazer o cliente sem que isso impeça o artista de desenvolver as suas técnicas e impor a sua arte?</span></strong></h3>
<p>Julgo que tudo passa por honestidade intelectual, de ambas as partes.<br />
É claro que ambos têm que ser diplomatas, para se manter um equilíbrio no diálogo, mas existem sempre imensos factores de desequilíbrio.<br />
Prazos e decisões sem retorno, têm que ser cumpridos.<br />
O diálogo e frontalidade são a melhor ferramenta para um artista conseguir a sua liberdade criativa.<br />
A Arte vende-se, a alma não…</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px;line-height: 17.0px;font: 11.0px Times New Roman">
<h3><strong><span style="color: #ffffcc">O que pensa sobre projectos como o Enektor?</span></strong></h3>
<p>Sinceramente fiquei agradavelmente surpreendido com a nova cara do Enektor. Um portal de Arte Digital, que pode crescer imenso… Já conhecia o vosso espaço anteriormente. Este tipo de locais são uma enorme mais valia para a troca de conhecimentos, opiniões, críticas e divulgação. Perdoem-me a referência, mas lembro-me do CGArtdomain com uma vida própria e uma enorme e fiel base de utilizadores. Fizeram-se coisas muito interessantes! Há que também da vossa parte tentar estabelecer mais parcerias com nomes credenciados, para se exporem ainda mais, e aos artistas residentes.</p>
<p><span style="color: #ffffcc"><strong>Bem, é tudo. Quer acrescentar algo antes de darmos como terminada a conversa? </strong></span></p>
<p>Deixo-vos como conselho final se me permitem (parece que ter 44 anos pode servir para algo&#8230;), aquilo que digo para mim próprio. Acreditem que com muito trabalho e dedicação, não há impossíveis. Tracem o vosso rumo!</p>
<p>Obrigado pela entrevista e grato pela vossa atenção.</p>
<p style="text-align: left"><span style="text-decoration: underline;">Paulo Sales</span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #333333">++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++</span></p>
<p style="text-align: center"><span style="font-size: small"><span style="line-height: normal"><span style="color: #333333;font-size: small"><span style="line-height: 19px"><span style="color: #c0c0c0"><span style="color: #ffffff">Quero agradecer-lhe mais uma vez o tempo que partilhou connosco (que sabemos que lhe é precioso). O seu contributo á comunidade será certamente muito útil ao nosso desenvolvimento futuro. Convido-o também a dar um passeio pelas nossas secções de exibição. Esperamos voltar a ouvir falar em <span style="text-decoration: line-through;">si</span> </span><span style="color: #ffffff">ti em breve.</span></span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #c0c0c0"><span style="font-size: small"><span style="color: #000000"><span style="color: #ffffff">Para quem quiser saber mais sobre o Paulo, deixo os seguintes links:</span></span></span></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #c0c0c0"><span style="font-size: small"><span style="color: #000000"><a href="http://twitter.com/paulosales" target="_blank">http://twitter.com/paulosales</a><br />
<a href="http://www.facebook.com/paulo.sales" target="_blank">http://www.facebook.com/paulo.sales</a><br />
<a href="http://metacool.deviantart.com/" target="_blank">http://metacool.deviantart.com</a> &#8211; <span style="color: #ffffff">(embora bastante desactualizado)</span></span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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